quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Graficação...



Este é um assunto bem importante na hora de representarmos um projeto, seja ele arquitetônico, estrutural, complementar ou de detalhamento. Com os softwares especializados para graficação conseguimos desenhar muito mais em menor tempo, o único problema é que nem sempre o resultado fica tão expressivo quanto os famosos desenhos a nanquim ou grafite. O que fazer? Aqui vão algumas dicas para quem costuma utilizar o Autocad para graficar.

1. Configure as penas antes da impressão. Conheço duas maneiras de fazer isso, direto na visualização "model" do autocad, configurar direto as espessuras por ali, na hora de plotar colocar em "plot styles" a opção "none"; a outra forma é gerar um arquivo .ctb com as configurações das linhas, que tu deves levar junto com o arquivo .dwg sempre que for plotar. Eu costumo gerar um arquivo em .pdf de todos documentos e mandar para a plotadora, é muito mais prático, além de facilitar na visualização final do que sairá impresso.

2. Procure fazer testes de impressão. Isso é importante para não haver desperdício de papel e tempo. Procure por hachuras em cima de linhas, alguma configuração errada de espessura, tonalidades de cor e fontes [tu poderás ter problemas caso não mande o arquivo de fonte junto com o .dwg, por isso também o pdf é mais inteligente]. Confira sempre o tamanho da impressão, pois pode alterar a escala do desenho.

3. Ambiente suas plantas baixas, cortes e fachadas. Coloque calungas e vegetação, eles conferem escala ao projeto.

4. Utilize fontes que não sejam as padrões do Autocad. Pode parecer bobagem, mas não é. Se fosse os publicitários não teriam emprego. Utilizar fontes adequadas ajudam no conceito e na legibilidade do projeto.

5. Não represente nada que não vai aparecer no desenho. A cada escala a sua representação. Por exemplo, numa escala 1/100 fica complicado de enxergar estampa de mobiliário e em 1/50 embora apareçam não deve ser destacado demais. Lembre-se que o projeto é o que deve aparecer. Leve sempre em consideração, mesmo nos projetos de interiores, que a leitura deve ser clara e objetiva.

Alguns exemplos de como costumo graficar:



quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Maquetes...


Interessados podem enviar email para orçamento ou pra trocar uma idéia sobre o assunto. Os materiais que utilizo são dos mais variados...desde arame galvanizado para vegetação até poliestireno para um bom acabamento. Segue abaixo alguns materiais úteis para confeccionar uma ótima maquete:

-poliestireno: costumo usar na cor branca para fazer aquela maquete monocromática bem conceitual que fica bem apresentável;

-madeira balsa: ótimo acabamento, costuma ser um dos materiais mais caros por isso requer uma boa pesquisa antes de comprar, nunca se esqueça do conceito do projeto, o que faz uma enorme diferença na hora de vender a tua idéia;

-acrílico: pode ser utilizado para edifícios do entorno, porque as disponibilidades de espessura ainda são limitadas;

-eva: pode ter um resultado bem interessante desde que a pessoa que faça a maquete seja perfeccionista nos cortes, pois o EVA [apesar de ser fácil de cortar] exige grande precisão para que o corte não fique "ranhurado";

-papel canson colorido: escolher uma gramatura entre 120-180gr para diferenciação de pisos, vegetações e coberturas se necessário;

-colas: não usar cola branca em hipótese alguma, ela pode enrugar o papel e dar um aspecto meio "descuidado" para sua maquete, procure utilizar cola de contato sempre que ainda é a melhor alternativa, ou - se a maquete for em papel paraná - pode utilizar cola de isopor.

Por enquanto era isso, qualquer coisa estou à disposição. Abaixo algumas imagens do meu trabalho [obs.: maquete de urbano 4 em conjunto com Ana Bortolotto e Miguel Esnaola].